Total reafirma data de exploração de gás natural em Moçambique

A Total reafirmou a data de exploração de gás natural em Moçambique, sete semanas após suspensão temporária de atividades devido a descoberta do primeiro caso de COVID-19 no futuro complexo industrial de processamento de gás natural em Cabo Delgado.


“Com base nas previsões atuais, essa a suspensão temporária de atividades não terá um impacto material no cronograma do projeto e continuamos no caminho certo para efetuarmos a entrega das primeiras cargas de Gás Natural Liquefeito (GNL) em 2024″, lê-se na ‘newsletter’ da petrolífera francesa distribuída à imprensa.
Os primeiro caso de covid-19 descoberto no complexo industrial de processamento de gás natural da Total em Afungi, Cabo Delgado, foi anunciado a 02 de abril, seguindo-se várias outras infeções que tornaram o local um foco de contaminação e que colocaram a província com maior número de casos de COVID-19 em Moçambique.
A petrolífera foi obrigada a isolar alguns trabalhadores e suspender temporariamente as suas atividades, deixando em funcionamento apenas “trabalhos mínimos” na área do projeto para a exploração de gás no Norte de Moçambique.
“Por enquanto, os que permanecem em Afungi estão a trabalhar na segurança e na logística, bem como no programa de desinfeção. Depois que o sitio for declarado livre da COVID-19 e em conformidade com as diretrizes do Ministério da Saúde, retornaremos gradualmente ao trabalho”, acrescenta a petrolífera francesa.
O projeto Mozambique LNG será o primeiro empreendimento em terra de exploração de gás natural na bacia do Rovuma, constituído inicialmente por dois módulos com uma capacidade nominal de 12,88 milhões de toneladas por ano (mtpa).
Os projetos de gás natural devem entrar em produção dentro de aproximadamente cinco anos e colocar a economia do país a crescer mais de 10% anualmente, segundo o Fundo Monetário Internacional e outras entidades.
Segundo as últimas atualizações, Moçambique, que não tem registo de vítimas mortais devido ao novo coronavírus, conta com um total de 145 casos de COVID-19, 85 dos quais registados na província de Cabo Delgado.
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, admitiu na sexta-feira tomar medidas mais duras no âmbito do estado de emergência para prevenção da COVID-19, se persistir o incumprimento de algumas restrições, nomeadamente, se os níveis de circulação interna continuarem altos.
O estado de emergência vigora desde 01 de abril, tendo sido decretado até final daquele mês e depois estendido até ao final de maio.
Em África, há 2.834 mortos confirmados, com mais de 88 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.
Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné-Bissau lidera em número de infeções (1.032 casos e quatro mortos), seguindo-se a Guiné Equatorial (522 casos e seis mortos), Cabo Verde (328 casos e três mortes), São Tomé e Príncipe (246 casos e sete mortos), Moçambique (145 casos) e Angola (48 infetados e dois mortos).
O país lusófono mais afetado pela pandemia é o Brasil, com mais de 16.700 mortes e mais de 254 mil infeções.

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